Dependentes de Deus

Na nossa vida deparamo-nos com problemas que muitas vezes não conseguimos resolver por nós próprios. Mesmo quando pensamos que podemos agir na nossa própria força, acabamos por chegar à conclusão que ao invés de melhorar a situação, o único que conseguimos foi piorá-la. Desta forma, muitos de nós acabam por se sentir frustrados, e vão perdendo a fé em Deus e na Sua bondade.

A verdade é que Deus quer que dependamos dEle. É da vontade de Deus que lhe entreguemos em oração cada problema com que nos deparamos e que confiemos que Ele irá fazer o melhor por nós.

No entanto, não devemos cair no erro de deixar que a nossa fé nos torne passivos. A nossa fé deve ser, de facto, activa, ou seja, devemos entregar o nosso caminho ao Senhor, aguardar as Suas instruções e agir de acordo com a Sua vontade.

Ser cristão consiste numa tentativa de viver à maneira de Deus, seguindo os ensinamentos de Jesus Cristo, o Caminho a Verdade e a Vida. Devemos viver uma vida de oração, de dependência de Deus, de acção de acordo com a Sua vontade e de constante interrogação acerca do que faria Jesus se estivesse no nosso lugar.

 

Boas Obras

Devemos estar cientes de que a nossa salvação vem pela fé, e não pelas obras (Efésios 2:9), no entanto, a fé sem as obras é morta (Tiago 2:17). Por outras palavras, não são as nossas obras que nos irão salvar (visto que de qualquer maneira não mereceríamos a salvação), o que não deve, no entanto, ser uma desculpa para que não façamos boas obras.

As nossas obras, ou seja, a nossa forma de falar e de agir devem ser, por si só, uma prova da nossa fé em Cristo. Devem mostrar a diferença entre aqueles que servem a Deus e aqueles que não O servem, a fim de que o mundo possa ver que, de facto, vale a pena servir a Deus. Por um lado, devemos estar preparados para obedecer a Deus, independentemente de compreendermos ou não o motivo do que Deus nos disse para fazer. Por outro lado, devemos estar sempre prontos a preferir os nossos irmãos a nós mesmos, ou seja, a viver uma vida de amor ao próximo.

Devemos, como tal, pedir a Deus que molde o nosso coração para que este se torne compassivo, pronto a perdoar e amar mesmo aqueles que nos ofendem ou nos odeiam, disposto a ajudar aqueles que se encontrarem em necessidades.

Ao contrário do que as pessoas tendem a pensar, a ajuda ao próximo não tem que ser necessariamente monetária, embora esta também seja importante. Por vezes, o tempo que disponibilizamos para estar em silêncio e ouvir as pessoas; a oração que fazemos com elas ou por elas; a palavra amiga ou de encorajamento que lhe damos; ou, se for esse o caso, a partilha do Evangelho e o convite para aceitar Jesus como Senhor e Salvador fazem toda a diferença na vida das pessoas que nos rodeiam.

 

Cristãos Coerentes

É fácil ser cristão quando nos encontramos na Igreja, quando as pessoas que estão junto de nós também o são, levando a que nos compreendam, que pensem e falem de uma forma semelhante à nossa. No entanto, quando olhamos para a maioria dos cristãos quando se encontram fora da Igreja, não vemos grandes diferenças entre os cristãos e aqueles que não o são.

Não é difícil perceber o motivo. Está provado que quando estamos inseridos num grupo, tendemos a comportar-nos como os restantes membros e a falar como eles, mesmo que não concordemos com aquilo que estamos a fazer, ou mesmo que saibamos que aquilo que está a ser dito ou feito está errado. Por norma, o ser humano conforma-se com a opinião da maioria, sentindo-se mal por destoar, uma vez que não quer ser posto de parte pelas pessoas que os rodeiam.

No entanto, somos chamados a fazer a diferença. Esta missão que nos foi atribuída não deve decorrer apenas na Igreja, mas também (e principalmente) fora dela, porque é no mundo que se encontram as pessoas que precisam de ver a diferença entre as pessoas que servem a Deus e aquelas que não servem, bem como ouvir o Evangelho — a boa notícia.

Devemos, como tal, ser cristãos coerentes com aquilo que nos foi ensinado, vivendo sempre de acordo com os padrões de Deus (que estão descritos na Sua Palavra), e nunca de acordo com o sistema que rege o mundo.

 

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